Um dia se falou que quando uma coisa tem chance de dar errado, ela certamente dará. Comigo isso já é tão banal, quanto político corrupto no Brasil. Mas hoje especificamente, encontrei uma exceção a essa regra. Estava eu esperando calmamente meu ônibus passar, a fim de me deslocar para a faculdade e realizar aquela esplendorosa prova de física que me aguardava, ansiosa para este ser que vos escreve desvendar seus enigmas e segredos mais profundos com auxílio apenas de minha limitada sabedoria. Todos os dias este veículo passava pontualmente às 7:30, o que era mais do que suficiente para que eu chegasse no horário. Preparei-me com calma e saí de casa com antecedência (algo bastante incomum) para que nada impedisse minha chegada no horário, caso contrário, estaria “fora” da prova, ou seja, zero. Eis que quando esperava o maldito ônibus, já as 7:29, ele surge para a minha calma momentânea. Dou o sinal acintosamente para não deixar quaisquer dúvidas de que eu queria embarcar, mas para meu desespero, o f$#%& da p&%#$ do motorista passa tal como um F1 na “faixa do meio” e dispara rumo à imensidão do asfalto. Tento correr a fim de alcançá-lo mais já é inútil, não chegaria mais a tempo. Para minha improvável surpresa, surge um outro ônibus com destino à um local que não me interessava, mas avisto o cobrador com METADE DO CORPO PARA FORA, dizendo:
- “Entra ae, que agente alcança ele!”
Parei por um momento para tentar raciocinar sobre o que diabos ele estava falando, até que percebo que minha sorte estava mudando. Embarco rapidamente no automóvel e espero o motorista pisar fundo em perseguição àquele que antes passara voando diante de mim. Em poucos minutos conseguimos alcançá-lo. Eis que o cobrador diz mais uma vez, agora para o motorista:
- Fecha ele, pára na frente!
O veículo no qual estava, para então, à frente do outro que seria meu transporte. Eu saio e adentro neste, tranqüilo, pois agora chegaria no horário. Graças àqueles nobres trabalhadores que quebraram uma lei da minha vida e possibilitaram um breve momento de tranqüilidade à minha pessoa, logicamente, até o segundo que antecedeu o começo da prova! Agora me pergunto, porque eles me deram carona? O que eles queriam em troca? Não sei, só sei que foi assim. Acho que ainda existem pessoas de bem neste mundo.
Valeu… Mesmo!
Tags: ônibus, caos, crônica, lei de murphy, Uoréver
Setembro 12, 2008 às 3:26 pm
Boa cronica. Esse tipo de coisa já não acontece comigo. Eu sempre me f*do… lol