Outro dia tive uma discussão filosófica com um grande amigo meu sobre um tema interessante. Viajei legal, mas vou compartilhar esta conversa (adaptada) publicamente. O interlocutor “A”, que representará este meu amigo, tentará abordar-me com bases nos preceitos da “física quântica filosófica”. Enquanto o interlocutor “B”, que me representará, tentará centrar suas respostas com base na filosofia clássica. Acompanhem:
A: Qual a diferença (se houver) de um dogma e uma lei natural? (Perguntou-me ele)
B: Uma lei natural tem a dimensão de um dogma por obedecer a um padrão de eventos que o determinam, ou seja, por ser justamente “natural”. Um dogma é por convenção um decreto que toma a dimensão de uma lei natural, mas que não necessariamente o seja, apenas se o ser estiver sobre influencia deste dogma. Acho que a diferença está neste detalhe. A lei natural engloba a todos, enquanto o dogma engloba àqueles que se influenciam. Mas em essência são a mesma coisa. (Respondi)
A: Mas na visão “quântico-filosófica” um dogma ou uma lei natural só existe se nós permitirmos que eles existam, enquanto seres dominantes do acaso.
B: Sim, “quântico-filosoficamente” falando. Expus meu pensamento da visão clássica da filosofia.
A: Mas tu sabes que as teorias clássicas estão caindo! Novas vertentes de pensamento estão surgindo…
B: Concordo! Algumas já caíram. As leis de Newton, por exemplo, não se aplicam a corpos com velocidades próximas a da luz. Mas concordas que para entendermos o novo, devemos conhecer primeiro, o ultrapassado. Se na ocasião, tivesses me explicitado a teoria que quisesse que eu abordasse, eu o teria feito. Porque convenhamos, tudo é o “ponto de vista” meu caro!
A: E o “ponto de vista” nada mais é do que a “vista de um ponto”!
B: E paradoxalmente, este axioma é um “ponto de vista”!
A: Formados com base em infinitos “pontos de vista”!
B: Admitindo que estes infinitos pontos estejam definidos em um limite de alternativas que contenham uma sucessão de eventos regidos pelo acaso, sendo que estes tendem a convergir para um intervalo tendendo à zero, concluímos que infinitos pontos, na verdade, são apenas um ponto de vista, que por sua vez é a vista de um ponto… A sucessão destas afirmativas sim, tendem à infinito!
A: E se este limite de alternativas tender a zero? Ou seja, se ele não existir!?
B: Mas se eles não tiverem um limite de alternativa eles tendem a não existir, já que são fatores determinados pela lógica das coisas. Lembrando que ainda abordamos os “pontos de vista”, estes não são entes e sim situações, sendo assim por definição, devem possuir alternativas que os limitam!
A: Estas proposições estão tendendo à um discussão que aborda conceitos da lógica aristotélica. Hei de pesquisá-la e retornarei para continuarmos nossa explanação!
See ya!
PS: A primeira pergunta, se não me engano, está no livro “Quem somos nós”.
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