
Qual é a diferença entre os objetivos de uma instituição de ensino básico, médio ou superior? Tive recentemente uma discussão com meus pais – que eu considerarei aqui como sendo “calorosa” – à respeito do assunto. Eu defendi a idéia de que ambas as instituições de ensino devam possuir o mesmo objetivo: A simples missão de passar conhecimento. Meus amados pais demonstraram tremenda repulsa ante à idéia. Seria eu um completo estúpido? Estaria sendo por demais ingênuo? Utópico, talvez? É evidente que se faz necessário considerar a crescente responsabilidade agregada à vida humana, e que tal responsabilidade faz com que os objetivos da relação ensino-aprendizado fiquem, a meu ver, distorcidos. Foi me apresentado o argumento de que o objetivo de uma faculdade é a de formar um profissional, ao contrário de uma simples escola. Deixe-me esclarecer o começo de tudo:
Discutíamos o antigo hábito das escolas de proibirem seus alunos, por assim dizer, à obterem nota inferior a 50% nas provas finais do segundo semestre, ou seja, mesmo se o aluno já tivesse nota suficiente para “passar de ano”, ele ficaria reprovado. Como desconhecia tal regra, perguntei se algo parecido poderia ser constatado em uma instituição de ensino superior, dada a época. Foi-me explicado que tal regra seria impossível de se aplicar, já que os objetivos, o ambiente e o tempo de desenvolvimento de conteúdo eram completamente diferentes; mas principalmente: O método de avaliação, de professor para professor, variava, logo, era absurdo supor tal coisa. Não obstante, me opus a premissa, argumentando que era natural haver uma regra institucional abrangente de tal forma a padronizar o método de avaliação, e que desta forma, era plausível supor a existência de tal norma, assim como outrora acontecia nas escolas. Como exemplo, posso colocar a presença obrigatória mínima em sala, como sendo uma dessas regras gerais. Pelo argumento anterior, isso não deveria existir, já que cada professor “faz seu programa e avalia de sua maneira”. Não expus tal exemplo, fui contrariado antes, e a idéia de que faculdade e escola “são coisas diferentes” persistiu, até que declarei que não eram “coisas diferentes”. Ambas devem transmitir conhecimento e formar um cidadão. Foi então que meu pai levantou da mesa, um tanto impaciente com minha visível ignorância, ou ingenuidade, ou utopia…
A verdade é que eu não consigo conceber a razão da distância entre tais objetivos. Conhecimento é conhecimento. Responsabilidade é responsabilidade. Neste caso sim, são coisas diferentes. Em ambas as instituições, o ensino é puramente de conteúdo, porém, a maturidade atingida em cada uma destas etapas fará com que cada um desenvolva a consciência de como utilizar estas novas habilidades no futuro. Sejam habilidades que lhe permitirão a contagem correta do troco do pão, ou habilidades responsáveis pela análise de esforços internos de uma estrutura mecânica complexa e a conseqüente previsão de uma possível falha estrutural. O conhecimento nos é passado em ambos os casos, como deveremos utilizar-los, porém, não o é. NADA difere uma faculdade de uma escola além de que quem a freqüenta. Foi então que reparei que minha suposição realmente não tinha sentido de existir, já que se em uma instituição de ensino superior, o aluno deea ter tamanha responsabilidade para saber que tal conteúdo é ou não relevante para seu futuro, que a tal regra faz-se desnecessária. Na escola de fato não temos esta noção de responsabilidade, logo, é necessário que o sistema nos estipule limites, nos “aponte o caminho”. No 3º grau, suponha-se que nós já temos o mapa, e que nós saibamos o caminho, daí o fato de tal regra não se aplicar.
O problema é que mesmo eu sendo um completo estúpido e estando equivocado desde o início, a retórica de meus interlocutores foi ineficiente em apontar meu erro; e se baseou em argumentos ilógicos, inconcebíveis até mesmo para minha deficiente mente ignóbil, fazendo com que eu tivesse de desenvolver este intricado método auto-avaliativo. O que me fez constatar que: seus pais podem até não saber explicar como sabem, mas que eles sabem mais que você, isso sabem.

Kevin Smith, para o mundo dos quadrinhos. Com um texto excepcional, Smith consegue aproveitar um dos mais desrespeitados vilões do universo do Homem Aranha, o Mysterio. Utiliza uma narrativa soberba, com inúmeras referências à misticismo, histórias bíblicas e elementos do universo do próprio Homem Aranha e Demolidor. Com a participação brilhante de Dr Estranho e Viúva Negra – que por sinal estará no próximo filme do Homem de Ferro. Umas das melhores histórias do Demolidor que já li, altamente recomendada para fãs e para os curiosos que querem adentrar ao mundo dos quadrinhos. A arte fica por conta do competente desenhista, e atual editor da Marvel, Joe Quesada, com cores de Jimmy Palmiotti.
Rogers; o maior rival do herói, o Caveira Vermelha; e até Adolf Hitler (sim, acredite!) entre outros. O mundo acredita que o Capitão está morto, mas sua vida é salva por um procedimento complexo de transfusão sanguínia. A equipe responsável? Sharon Carter (que aparentemente estava morta) e o Caveira Vermelha! A primeira parte é bem boring, mas do meio para o final fica um pouco mais interessante. Muitos clichês e roteiro fraco. A arte fica a encargo de Ron Garney, e devo admitir que é muito boa. Na época, Garney era visto como o “cara que nasceu para desenhar Capitão América”. Devo admitir que ele fez um bom trabalho.
duas: Warren Ellis. Fantástico. A saga pós Vingadores: A Queda, é feita com uma competência admirável. Em um roteiro que mescla biotecnologia, a personalidade controversa de Tony Stark e elementos que fazem referência ao surgimento do Homem de Ferro. Extremis é um experimento capaz de elevar as capacidades fisicas do ser humano, algo como o soro do supersoldado – só que mais bizarro. Em um dado momento, um homem com poderes sobre-humanos aparece e o Homem de Ferro tenta detê-lo, mas é derrotado facilmente. Tony então tem de rever suas estratégias e solucionar quem é este ser e o que este experimento Extremis significa. É nesta saga que Tony Stark ganha as capacidades que o define nas histórias atuais, como se conectar à satélites e invadir sistemas remotos, sem precisar munir-se de sua armadura. Com a arte brilhante de Adi Granov, que é deveras perturbadora em determinados momentos, Extremis entra para o hall das melhores histórias já feitas sobre o personagem.





dos primeiros músicos do folk music tradicional. Eis a resposta do porque da canção do Zeppelin ser tão explêndida! Robert Plant revelou em um show que a escutou pela primeira vez nos anos 60, o que nos leva à concluir que a banda trabalhou em sua versão ainda nesta década, já que ela foi lançada pela primeira vez no terceiro álbum da banda, de 1970. Ambas as versões têm seus méritos. A do Zeppelin aparenta ser mais trabalhada, tanto em melodia, como em letra. Mas a original, entitulada 








